Quinta-feira
19 de Março de 2026 - 

Controle de Processos

Insira seu usuário e senha para acesso ao software jurídico
Usuário
Senha

Webmail

Clique no botão abaixo para ser direcionado para nosso ambiente de webmail.

Notícias

Receba nossa newsletter

Insira seus dados nos campos abaixo.
Nome
Email

Previsão do tempo

Segunda-feira - Brasília, DF

Máx
26ºC
Min
18ºC
Chuva

Terça-feira - Brasília, DF

Máx
29ºC
Min
18ºC
Chuva

CNJ reúne tribunais de todo o país para fortalecer o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento

No campo da infância e juventude, o tempo tem mais peso. Cada decisão tardia prolonga afastamentos e adia a possibilidade de uma criança crescer em família. Garantir o direito à convivência familiar e comunitária, portanto, depende de decisões qualificadas que começam por informação confiável. Foi com esse horizonte que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizou o I Encontro Nacional de Administradores e Administradoras Estaduais do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA), em Maceió (AL). Em pauta, um ponto decisivo: como qualificar a informação produzida pelo Judiciário para que ela, de fato, sustente decisões mais ágeis e mais justas. Com o apoio do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL), o encontro teve participação, ao longo de dois dias, de magistradas, magistrados, servidoras e servidores de 26 tribunais estaduais e do Distrito Federal. Oficinas técnicas, debates e apresentações de boas práticas trouxeram à tona tanto avanços já em curso quanto dificuldades ainda persistentes na gestão dos dados do SNA, que concentra informações sobre acolhimento, adoção e situação jurídica de crianças e adolescentes. A discussão partiu de uma constatação simples, mas muitas vezes negligenciada: a qualidade do dado interfere diretamente na vida das crianças. Registros incompletos ou desatualizados podem manter uma criança mais tempo do que o necessário em acolhimento institucional, retardar a reintegração à família de origem ou dificultar a identificação de uma família substituta. Por outro lado, quando as informações são consistentes e atualizadas, o sistema permite localizar com mais precisão cada caso, acompanhar prazos legais e dar visibilidade a situações que demandam intervenção imediata. Nesse contexto, o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento se afirma como ferramenta essencial para a concretização do direito à convivência familiar e comunitária. Trata-se de criar condições para que decisões judiciais ocorram no tempo adequado e com base em um retrato fiel da realidade de cada criança e adolescente. Um dos pontos altos do encontro foi o fortalecimento da rede nacional de administradores e administradoras estaduais do SNA. A troca de experiências evidenciou iniciativas que vêm produzindo efeitos concretos nos tribunais, como estruturas de apoio técnico, rotinas permanentes de capacitação e mecanismos de acompanhamento da qualidade dos dados. São arranjos que, embora distintos entre si, convergem para um mesmo objetivo: reduzir inconsistências e dar maior confiabilidade às informações que orientam a atuação judicial. A partir das oficinas, avançou-se na construção de soluções voltadas à padronização de procedimentos, ao fortalecimento de rotinas de revisão e à integração entre sistemas, medidas que impactam diretamente a duração dos processos e, por consequência, o tempo de permanência das crianças em acolhimento. Também se destacou a necessidade de ampliar e qualificar os dados sobre o perfil das crianças e adolescentes acolhidos, de modo a subsidiar políticas públicas mais aderentes às suas realidades. Ao final, foi pactuada a realização anual do encontro, consolidando um espaço permanente de articulação institucional. A próxima edição será realizada em 2027, no Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul. Agência CNJ de Notícias Número de visualizações: 1
18/03/2026 (00:00)
© 2026 Todos os direitos reservados - Certificado e desenvolvido pelo PROMAD - Programa Nacional de Modernização da Advocacia
Pressione as teclas CTRL + D para adicionar aos favoritos.