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Corregedorias compartilham experiências e discutem soluções para aprimorar justiça

Corregedores de todo o país se reuniram nesta terça-feira (8/9), no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), para compartilhar experiências, apresentar soluções de gestão e discutir estratégias para o aprimoramento da atividade correcional. O “Encontro Nacional Integração de Boas Práticas: diálogos entre o CNJ e o Colégio de Corregedores e Corregedoras da Justiça do Brasil” reúne representantes das corregedorias dos tribunais, do Colégio de Corregedores e Corregedoras da Justiça do Brasil e da Corregedoria Nacional de Justiça. Na abertura, o corregedor nacional de justiça, ministro Benedito Gonçalves, destacou a importância da troca de experiências entre quem atua diretamente nos tribunais e as equipes do Conselho. “O CNJ deve identificar experiências bem-sucedidas, estimular a cooperação e contribuir para que essas práticas possam ser replicadas e adaptadas localmente”, afirmou. Segundo o ministro, a atuação correcional deve ter caráter também preventivo e orientativo, buscando construir soluções para os problemas identificados nas corregedorias. O secretário de estratégia e projetos do CNJ, Paulo Marcos de Farias, ressaltou que o encontro representa uma oportunidade de integração entre as corregedorias e de compartilhamento de soluções desenvolvidas pelas diferentes cortes. Experiências dos tribunais No eixo judicial, experiências de três tribunais mostraram como reorganização de fluxos, integração de equipes e uso estratégico de dados podem contribuir para aumentar a eficiência e reduzir o tempo de tramitação dos processos. Do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), o desembargador Cláudio Brandão de Oliveira apresentou a Central de Processamento da Corregedoria (Ceproc), um modelo de centralização e especialização do processamento judicial. A iniciativa reorganizou tarefas, com a padronização de fluxos e a unificação de sistemas, e criou equipes especializadas para atividades como localização de endereços, imóveis e bens necessários à execução. Nas varas empresariais atendidas pelo modelo, o tempo médio de movimentação dos processos caiu de 178 para 31 dias. O acervo também foi reduzido: passou de 42.216 processos em agosto de 2025 para cerca de 29 mil em agosto de 2026. Já o corregedor-geral de justiça do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), desembargador Raimundo Messias Júnior, apresentou o projeto SIN, que promove a integração de secretarias judiciais. A proposta prevê a implantação do modelo em 74 varas da comarca de Belo Horizonte (MG), com 17 secretarias integradas e atuação em 11 competências, entre elas Família, Empresarial, Sucessões e Cível. Já o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) apresentou o Sistema de Correição Judicial (Siscorjud), ferramenta que cruza informações processuais para auxiliar a identificação de prioridades e situações que demandam atuação das unidades. O sistema permite localizar processos com excesso de prazo, identificar tarefas com permanência prolongada, apontar inconsistências e acompanhar processos relacionados às metas do CNJ. A ferramenta complementa os registros do Processo Judicial Eletrônico (PJe), transformando os dados de tramitação em informações para gestão e correição. Cooperação entre corregedorias Além das experiências dos tribunais, o encontro apresenta projetos e ferramentas desenvolvidos pelo próprio CNJ para apoiar a atuação das corregedorias. No campo judicial, estão em discussão temas relacionados à gestão, eficiência, padronização e aprimoramento dos serviços. O eixo extrajudicial reúne iniciativas voltadas aos serviços notariais e de registro. Já o eixo fundiário aborda projetos e soluções relacionados à atuação correcional nessa área. No Painel II, foram apresentados sistemas, iniciativas e projetos do CNJ para apoio à atuação correcional. Entre os pontos apresentados na agenda das corregedorias está o acompanhamento da prestação jurisdicional na área da infância e juventude, apresentado pelo juiz auxiliar da Presidência do CNJ Hugo Zaher, no combate à violência contra a mulher, com apresentação da juíza auxiliar da Presidência do CNJ Suzana Massako, e sobre o enfrentamento ao crime organizado, apresentado pelo juiz auxiliar da Presidência do CNJ Gláucio Roberto. Veja as fotos no álbum do Flickr do CNJ Assista à transmissão do “Encontro Nacional Integração de Boas Práticas: diálogos entre o CNJ e o Colégio de Corregedores e Corregedoras da Justiça do Brasil” no canal do CNJ no YouTube: Texto: Regina Bandeira Edição: Sarah Barros Revisão: Geovana Lima Agência CNJ de Notícias Número de visualizações: 68
08/09/2026 (00:00)
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