Terça-feira
05 de Maio de 2026 - 

Controle de Processos

Insira seu usuário e senha para acesso ao software jurídico
Usuário
Senha

Webmail

Clique no botão abaixo para ser direcionado para nosso ambiente de webmail.

Notícias

Receba nossa newsletter

Insira seus dados nos campos abaixo.
Nome
Email

Previsão do tempo

Segunda-feira - Brasília, DF

Máx
26ºC
Min
18ºC
Chuva

Hoje - Brasília, DF

Máx
29ºC
Min
18ºC
Chuva

CNJ debate expansão da Justiça itinerante como política de acesso à cidadania

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizou nesta terça-feira (5/5), em Brasília, o seminário “Caminhos da Cidadania: a Atuação da Justiça Itinerante na Prática”, com o objetivo de avaliar a implementação da política no país, discutir desafios operacionais e ampliar a pulgação da Resolução n. 460/2022, que estabelece diretrizes para o serviço. A Justiça Itinerante é uma ação realizada pelo CNJ e pelos tribunais para levar os serviços prestados pelo Poder Judiciário aos lugares menos acessíveis. A abertura foi conduzida pelo presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que afirmou que a Justiça itinerante representa a presença efetiva do Judiciário junto à população. Segundo ele, o modelo amplia o acesso a direitos ao alcançar comunidades distantes dos centros institucionais. “O acesso à Justiça só se realiza plenamente quando chega a cada pessoa”, disse. Fachin destacou ainda que a Resolução n. 460, aprovada pelo CNJ em 2022, é um marco normativo que consolida a Justiça itinerante como política pública permanente, retirando-a do caráter pontual. Para o ministro, a medida contribui para reduzir desigualdades no acesso ao sistema de justiça. “Onde o Estado se cala, reforça-se a invisibilidade”, afirmou. Durante o seminário, o grupo de trabalho sobre Justiça itinerante, coordenado pelo conselheiro Guilherme Guimarães Feliciano, apresentou dados preliminares de levantamento nacional. Dos 91 tribunais do país, 78 responderam ao questionário. O mapeamento identificou 30 iniciativas de ações da Justiça itinerante na esfera estadual; 20 na Justiça Eleitoral; 15 na Justiça do Trabalho; e 10 na Justiça Federal. Feliciano destacou que a itinerância não se limita a regiões remotas, abrangendo também áreas urbanas. Segundo ele, há modelos variados de atuação, como unidades móveis, centros de conciliação itinerantes e ações do sistema PopRuaJud. No painel dedicado à Resolução n. 460, magistrados de diferentes regiões relataram experiências e desafios na execução das ações. A desembargadora Joeci Machado Camargo, do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), apresentou o programa Justiça no Bairro, que desde 2003 realiza atendimentos a populações vulneráveis, como pessoas em situação de rua, indígenas, quilombolas e comunidades rurais. A juíza federal Jaqueline Gurgel do Amaral, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), relatou experiências iniciadas em 2002 em municípios da Amazônia Legal. Ela destacou dificuldades estruturais, especialmente de comunicação. “São populações que continuam com pouco acesso à Justiça, em situações de extrema vulnerabilidade”, afirmou. O seminário também contou com a participação da secretária-geral do CNJ, Clara Mota, da juíza auxiliar Livia Peres e de representantes de diferentes ramos do sistema de Justiça. Texto: Regina Bandeira Edição: Beatriz Borges Revisão: Luana Guimarães Agência CNJ de Notícias Número de visualizações: 48
05/05/2026 (00:00)
© 2026 Todos os direitos reservados - Certificado e desenvolvido pelo PROMAD - Programa Nacional de Modernização da Advocacia
Pressione as teclas CTRL + D para adicionar aos favoritos.